Com a benção de todos (depois tem mais fotos)

Enfim, o dia tão esperado chegou! Nosso casamento aqui no Brasil!

Foi sensacional contar com a presença de nossa família, parentes e amigos com quem compartilhamos toda a felicidade, não pela realização de todos esses eventos, mas para celebrar  uma união verdadeira e sincera que já vai para seus seis anos.

É isso que comemoramos juntos de todos que puderam estar presente no Chalezinho no sábado.

Há um ano estamos batalhando por esse sonho que, enfim, concretizou-se.  Nossa sensação é que fechamos um ciclo. Novas metas, desafios e sonhos já estão começando a borbulhar em nossas mentes e corações.

Preocupações de noiva: vai ter lugar para todo mundo? A comida, o bolo, os bem-casados serão suficientes??? No final até sobrou, ufa!

Foi uma noite perfeita e até São Pedro ajudou, já que passamos a semana inteira num frio de doer os ossos (sim, eu sou friorenta, praticamente uma réptil). Sábado, a noite estava linda. Musiquinhas ALFA FM (afinal, somos dois tiozões). Ambiente aconchegante, luz de vela e até a fonte resolveu trabalhar. O Chalezinho imprimiu o clima perfeito a nossa celebração de casamento.

Não precisamos entrar em detalhes da festa, pois provavelmente, quem ler esse texto esteve presente. Então vou falar um pouco dos bastidores…

O Alexandre, judiação, teve que acompanhar nossa viagem “à força”. Para fazer aquela apresentação emocionante ele precisou ver mais de 3 mil fotos. De novo, Alê e Mari, obrigada. E ele não só conseguiu passar toda a beleza dos locais que visitamos como também capitou nosso espírito.

Nossos tios Zé Tavares e Carlinhos que saíram de casa cedo para ir buscar o bolo lá na Liberdade e quando chegaram o bolo ainda não estava pronto, então tiveram que ir até lá duas vezes. E depois mais duas vezes até o Chalezinho (que convenhamos, apesar de lindo é longe pra c….!). Então muito obrigada, não esquecerei nunca esse grande favor.

Minha família que saiu lá de Mauá (no ABC), imaginem a distância! E na correria, entra todo o bando na VAN e quando já estão de saída, motor ligado, na melhor sequência de esqueceram de mim, alguém se dá conta: “Gente, cadê a vó?”. E a vó (Dona Celina), coitada, que não anda no seu melhor juízo, ficou trancada portão para dentro. Minha querida irmã, sarrista até o último, contou que ela estava com a carinha entre as grades do portão parecendo uma presidiária. Mas no final, deu tudo certo. Sabe o ditado: “Chegou sã e salvo!”? Posso dizer que minha querida vovó chegou a salvo, porque sã….Durante  a festa soltou perólas como: “Por que a noiva cortou o vestido?” Ou melhor: “Não sabia que ela (essa era eu) trabalhava em um bordel!” uahuahuahauhauaha

Meu querido e amado marido preparou-se durante meses para cantar para mim. Todo sábado lá ia ele para a aula de canto, enquanto o tio Rafael e sua linda família musical, Shinobu, Felipe e Fábio fizeram o arranjo e tocaram. Linda: A Moment Like This, da Kelly Clarkson.  O mais engraçado é que, por uma coincidência dos deuses, essa mesma música tocou em certo momento no casamento em Santorini!

Meu Amore estava super ansioso. Respirou fundo e com uma coragem e desenvoltura de dar inveja (por que ninguém teria aquela coragem), expôs todo o amor que ele sente  em sua voz.  E a emoção falou alto e foi a coisa mais linda da noite, definitivamente.

E no meu ouvido ele susurrou…E não contive as lágrimas. De novo, imaginei que não poderia ser melhor, e o Daniel conseguiu! Ele tem o DOM de me surpreender.

Meu amado cunhadinho Dedé pedindo aos convidados que realmente acreditassem e estivessem a favor da nossa união que levantassem a mão para nos dar sua benção, isso também foi emocionante e surpreendente!

Nosso querido Moura que  nos disse palavras belícissimas: “É muito bom estar aqui e presenciar essa união. Ver vocês juntos e felizes me faz acreditar que o amor realmente existe e isso só vai fortalecer a minha união com a Cris!”  (Moura, na verdade falou algo muito mais bonito, mas não consigo lembrar em detalhes, essa é apenas uma adaptação. Valeu querido!)

A felicidade estampada nos rostos de nossos pais e mães que tanto amamos!

Gente faltou ainda agradecer pelos presentes, nossa poupanzinha tá bem gordinha. Na hora foi tanta emoção que esquecemos de agradecer! Então, obrigaduuuuuu!

De novo obrigada pela presença de  vocês, cada um trouxe seu brilho especial a um dos momentos mais belos de nossas vidas!!!

Léia e Daniel

A Bavaria

Depois de tudo o que vimos nesta viagem de quase 30 dias, as piscinas de rochas calcárias e cristalinas de Pamukale, as formações rochosas em forma de chaminé e suas cavernas na Capadocia (ambos na Turquia), a Acrópole dos sonhos de criança ou ainda Santorini com um pôr do sol diferente e colorido a cada dia, seus vulcões e águas esmeraldas (na Grécia), não imaginávamos que poderíamos nos surpreender ainda mais.

Contudo, eis que surge a encantadora Bavaria (Alemanha) com suas casinhas de madeira coloridas e aconchegantes, campos verdes para a pastagem de enormes vaquinhas malhadas (bunitinhas), lagos límpidos, castelos seculares, montanhas, pinheiros e outras vegetações com tantas cores entre verde, marrom, caramelo, vermelho e amarelo, que é impossível de contar em uma só mão durante o outono.

Mas além de tudo isso, a Bavaria ainda tem suas áreas montanhosas que permanecem congeladas o ano todo, fazendo divisa com os alpes austríacos. Subimos as montanhas de trem e chegamos ao ponto mais mais alto da Alemanha, onde no inverno além de nevar é uma das principais estações de esqui do país. E foi justamente ali, completamente extasiados em meio às montanhas congeladas, frio de zero graus e um sol radiante, que nos deparamos com uma das mais belas paisagens de toda a viagem! Mesmo o Daniel (que é bem viajado) ficou impressionado!

Cinco dias foram muito pouco para curtir essa região e o centro de Munique (Alemanha). Bom motivo para voltar não é mesmo???

E em meio a tudo isso, recebemos uma benção linda e emocionante na Abadia de Ettal de padres beneditinos fundada em 1330. De novo, a choradeira foi geral tamanha nossa emoção. A sogrita, de tão emocionada, só tirou uma foto após a benção e essa ainda saiu desfocada uahahahaaha.

Conhecemos a nova Pinacoteca de Munique, a Marienplatz e seu enorme relógio cuco no qual belas figuras de madeira saem para dançar ao ritmo das horas.

E esse momento só foi possível graças ao nosso querido Max, nosso irmão alemão, e sua família fantástica. Conhecemos toda a família pela primeira fez, além do pai e da mãe, seus três enormes irmãos! Todos de uma gentileza e doçura indescritível!

Hoje ainda vamos fazer um tour em Munique com toda a família antes de embarcar de para o Brasil. Amanhã de manhã já estaremos em São Paulo.

Hora de voltar à realidade. E que bom que ela existe! Só assim podemos ter sonhos, alimentá-los e, enfim, vivê-los. E, então, cultivar novos sonhos.

Afinal, é isso que nos move!

Tchau Santorini (Grécia) e Olá Alemanha

Bom…”Previously…on LOST” Léia, Etsuyo e Daniel estavam “presos” na ilha maravilhosa de Santorini. Cansados de tanto beber café grego, saborear o vinho de Santorini, tostar nas praias de Kamari, mergulhar nas águas azuis-esmeralda (26 metros de visibilidade) da Black Beach, comer Gyros e peixe fresco assado, e ver por-dos-sóis maravilhosos, chegamos a conclusão que deveríamos fazer algo para continuar com nossas vidas. As fortes greves dos gregos e principalmene das empresas de Ferry Boat que navegam entre as ilhas deste país fizeram com que nossa viagem para a Alemanha fosse postergada por 3 dias. Por isso, ao invés de chegar aqui na Alemanha no dia 21 conforme previsto, estamos aqui hoje, dia 24!

Para tanto, tivemos que comprar passagens de avião saindo de Santorini (custavam EUR 100/pessoa x EUR 35/pessoa no Ferry Boat), para Athenas.

Chegando em Athenas, ficamos em um hotelzinho que, apesar da falta de internet, do piso quebrado (pronto para cortar nossos pés), e da cortina de chuveiro mofada, dormimos bem para seguir nossa viajem sedo no dia seguinte.

Pegamos nosso voo hoje pela manhã, da German Wings (Low Cost da Lufthansa), fizemos a conexão em Cologne, e chegamos em Munich as 16:50 de hoje.

Alugamos um carro, e dirigimos 2 horas até o sudoeste da cidade de Munich (Ettal) para a nosso 2 casamento que acontecerá amanhã as 9 da manhã.

Infelizmente escutamos, porém, que esse evento de amanhã não poderá ser um casamento, e sim, uma bênção religiosa. (o que por nós eh excelente).

Fiquem no aguardo de mais novidades!!

Linda de todos os angulos

Depois do nosso casamento tivemos dois dias chuvosos em Santorini (mais uma prova de que os deuses estão do nosso lado, afinal casamos diante de um por do sol fantástico!).
Em meio as greves e reivindicações que estão pipocando por toda Atenas estamos “presos” em Santorini, não há ferryboats para o continente e os voos de Santorini a Atenas são uma fortuna. O plano original era sair da Grécia em 21 de outubro e ficar na Alemanha até o final do mês, mas pelo que tudo indica iremos encurtar nossa visita por lá. Conseguimos um voo de Atenas para Munique, com um preço razoável, somente na próxima segunda!
De qualquer forma, estamos bem aqui, a cada dia descobrimos mais e mais a beleza que essa ilha reserva.
Ontem alugamos um carro e saímos de Fira (centro da ilha) rumo ao sul. Lá conhecemos a Red Beach, uma pequena praia circundada por enormes montanhas vermelhas e uma vila de pesca super charmosa onde almoçamos de frente para o Mar Egeu. Um cardápio regado a peixe, azeite, pepinos, tomates, queijo fettá e vinho. E vimos o farol de Santorini no extremo sul da ilha.
De lá, rumamos para o norte, especificamente para o outra ponta da ilha, região conhecida como Oia e um dos melhores locais para admirar o por do sol. Simplesmente de cair o queixo, casinhas e mais casinhas sobrepostas, em branco, azul, creme compunham a paisagem juntamente com muitas bouganvilles (flores típicas por aqui).
Hoje mais reconhecimento de terreno. Novamente rumamos para o sul e subimos ao ponto mais alto da ilha, local que abriga um belo mosteiro onde se pode avistar toda Santorini.
Depois visitamos um museu super bacana em Pyrgos que retrata justamente como era a vida dos moradores no passado, onde pudemos conhecer de perto os costumes locais, desde o mobiliário da casa até as diversas formas de sustento e entretenimento dos moradores antigos da região, como o processo de produção de molho de tomate (da qual de 13 fábricas, apenas uma continua ativa), a plantação, colheita e produção de vinho (principal fonte de renda da ilha, juntamente com o turismo), a moenda de grãos (principalmente a fava, que hoje é plantada e comercializada apenas localmente), assim como as danças e festas típicas.
Fechamos o dia com uma visita a Kamari, uma vilazinha tranquila (afinal, estamos fora de alta estação), com uma praia composta de pedras pretas, mar manso e azul anil.

CASAMENTO GREGO! (SANTORINI 2)

Durante esses cinco anos em que vivemos juntos, presenciamos muitos casamentos. Em cada um deles podia notar a felicidade e ansiedade que os noivos exalavam. O evento, casamento, era um marco na vida dos noivos que podia ser sentindo a cada sorriso e olhares trocados por eles. Por isso, sempre gostei muito de casamentos.

Como disse, vivendo juntos há cinco anos, não tinha o desejo de me casar vestida de noiva, tão pouco tinha vontade de fazer um evento formal para celebrar nossa união.

Mas, ei que aqui estou, em Santorini, realizando nossa cerimônia de casamento! Nem em meus melhores sonhos poderia imaginar me casar na Grécia!

Ontem já havíamos sido brindados com um espetacular dia de sol. Como será que seria esse dia?

Acordamos com umas poucas nuvens no céu. E o sol brilhou solenemente. Logo pela manhã comecei os preparativos. Lavar o cabelo, hidratar, fazer as unhas! Enquanto isso o Daniel, o tio Zé e a Etsuyo curtiam a piscina do hotel.

Três da tarde o Daniel terminou se aprontar. Estava lindo em seu terno! Ao calçar os sapatos, a primeira emoção do dia: “Aqui está a Batchan no meu casamento!”, ele disse. Alguns meses antes, fomos comprar a roupa do Daniel para o casamento e nossa querida Batchian fez questão de presentear com o par de sapatos. Toda orgulhosa, ela disse à vendedora: “Esse é o primeiro netinho que vai casar”.

Daniel e tio Zé saíram do quarto então finalizei a maquiagem. Estava até muito serena para alguém que se casaria daqui a poucos minutos. Mas, acho que essa serenidade se explica justamente pelo fato de que já estamos casados, certo?

Botei o vestido, a Etsuyo me ajudou nos ajustes finais. Estava pronta!

Desci as escadas do quarto que levava a área livre do hotel onde o Daniel me esperava. Era a primeira vez que ele me via vestida de noiva. Foi com muita felicidade que recebi seus elogios e cara de estupefação.

No hotel os hóspedes nos olhavam admirados, davam congratulações e até pediam para tirar fotos conosco.

O carro já nos esperava na porta do hotel que nos levaria ao local do casamento, na área onde se localiza a igreja de Santa Irene, muito conhecida aqui, justamente pela realização desses eventos. Estruturas de pedra em branco e azul nos circundavam…igualzinho às fotografias. Ao fundo o mar e o sol complementavam aquele cenário fenomenal.

Eu o Daniel nos colocamos diante da escadaria branquinha que nos levaria ao altar. Lá embaixo, uma mesa florida e o mestre de cerimônia nos esperavam.

Foi aí, então, ao som de “From this Moment On”, da Shania Twain (eu sei gente, é clichê), mas foi exatamente naquele momento, com todos nos esperando lá embaixo, eu de braços dados ao Daniel, diante daquela paisagem, o sol, o mar, a brisa suave, a arquitetura, que pude mais, mais uma vez nessa viagem, ter a sensação de que se acorda de um sonho e dar de cara com uma realidade fantástica, maravilhosa e surreal: “Caraca, estou me casando!”.

O coração bateu forte, a garganta embargou e os olhos se encheram d’água. Não pensei que poderia ficar mais feliz do que já estava ao lado do Daniel (temos cinco anos juntos, oras!), nunca imaginei que sentiria alegria maior do que já senti ao estar do seu lado. Mas foi assim, exatamente que me senti, explodindo de felicidade por aquele momento, único, em minha vida.

Já no altar o cerimonialista fez a celebração em grego e em inglês, depois foi a vez do Daniel ler os votos, ele estava emocionado, assim como eu. E o que tocou foi o momento em que ele falou que, entre tantas outras coisas, estaria sempre junto a mim para me INSPIRAR. E isso não poderia ser mais verdadeiro. Não há palavras para descrever o amor que sinto por ele e todos os dias sou grata a Deus por tê-lo colocado em meu caminho, pois o Daniel tem sido a fonte que me inspira todos os dias.

E foi ao ler os meus votos que não aguentei mais guardar toda aquela felicidade e cai em prantos.

Não existem palavras que possam descrever o que senti naquele momento, mas veio-me a certeza de que é com o Daniel, com quem quero passar o resto dos meus dias, envelhecer junto e construir uma família. Que assim seja!

Lekadan

Santorini 1 – Com direito a Lágrimas de Felicidade!

Após a nossa Odisséia para conseguirmos embarcar para as ilhas gregas, e a nossa maravilhosa viagem de 8 horas, conseguimos chegar a Santorini!

Assim que o navio atracou no novo porto desta ilha, procuramos um meio de transporte para chegarmos a FIRA, vilarejo turístico central que onde achávamos que encontraríamos um hotel para todas as noites em Santorini da Etsuyo e do Tio Zé, hotel esse que eu e a Léia iríamos dormir por uma noite antes de irmos para o hotel que havíamos reservado no Brasil, para Santorni.  (afinal, adiantamos nossa visita para cá em um dia).

Após uma pequena aventura para encontrarmos um pequeno hotel (pousada), cuja localização e preço haviam nos agradado na procura que fizemos no dia anterior em Athenas, pudemos nos deliciar conhecendo o vilarejo de FIRA, e principalmente, o mais bonito por do sol que eu já vi.

Nos disseram que tivemos muita sorte por um por do sol único pois sua beleza de tons vermelhos e alaranjados fora devido unicamente a limpeza da atmosfera lavada pelas chuvas do dia anterior.

Pudemos ver a imagem perfeita das frações da circunferência solar cada vez menores, refletindo na água, até que a mesma cessou-se de existir no final do horizonte. Normalmente, na minha vida, sempre houve uma ou várias nuvens que ficavam no caminho deste espetáculo, contudo, desta vez, tive a certeza que presenciamos o famoso por-do-sol inspirador de poetas. Assim, nossa primeira imagem de Santorini se concluiu. Mal nós sabiamos que os principais espetáculos estariam por vir.

Eu e a Lé acordamos no dia seguinte, fizemos o check-out e nos mudamos para o hotel El Greco. Chegamos na recepção do hotel, fizemos o check-in como já havia feito tantas vezes na minha vida. Preenchemos o cadastro normalmente, e fomos encaminhados aos nossos quartos. Lá, que surpresa! Fomos recepcionados com um enorme bouquet de flores e um espumante com uma mensagem! A mensagem era da Sra. Maria Sila da Kivotos Travel, empresa que haviamos indiretamente contratado para nos conduzir no evento de nosso casamento em Santorini. Ela estava nos parabenizando pela nossa união e nos convidando para uma reunião naquele mesmo dia para acertarmos os detalhes do evento que aconteceria no dia seguinte. Envolta da emoção em torno da beleza da decoração do hotel em um dia com o tempo perfeito, e da calorosa recepção, a Léia se entregou aos prantos pela primeira vez!

  1. O Cruzeiro:

Neste mesmo dia, descemos para o porto velho de FIRA para embarcarmos em um Cruzeiro ao por-do-sol.

A Thalassa, nossa escuna, nos levou primeiramente para a ilha de Volcano. Como o próprio nome já diz, ela é um vulcão ainda ativo derivado de uma racha entre duas placas tectônicas, que deu origem ao arquipélago de Santorini. Vimos os cones derivados das erupções, ultima das quais aconteceu em 1950, e a mais poderosa (recente) que aconteceu em 1866. A próxima erupção estaria prevista para daqui a 12.000 anos, e por isso nos sentimos seguros em pisar naquele território. Pudemos ver a fumaça de enxofre providas da enorme bolha de lava que se encontrava a 70Km abaixo de nossos pés brotando do chão, e escutar um pouco, da magnitude das erupções, a maior delas (que aconteceu em meados no segundo milênio antes de cristo) teria espalhado suas cinzas na Malásia.

Logo em seguida fomos a uma ilha com fontes de águas termais. Lá presenciamos, conforme descrição da Léia, o Grande Resgate da Baleia!

Devido as rochas que poderiam prejudicar nossa escuna, o capitão foi obrigado a ancorar um pouco longe da praia de águas termais. E para aqueles que quisessem banhar-se nessas águas, seria necessário nadar cerca de 150m. Não sei se é de conhecimento dos leitores, mas a Léia não sabe nadar, contudo, queria-porque-queria banhar-se nas águas termais.

Por isso, pedimos para a tripulação que nos fornecessem um colete salva vidas que permitissem que a Léia bóie enquanto eu estivesse a rebocando até a praia.

Após o termino do reboque árduo, notei: “Tenho que leva-la de volta…” com uma ressalva…éramos os últimos da turma a retornar ao barco. Chegando próximo ao barco muito cansado, notamos a impaciência dos presentes no barco quando um membro da tripulação lançou uma bóia salva vidas em nossa direção, e, com um pé-de-pato, concluiu o famigerado “Resgate da Baleia” em meu lugar!

Logo em seguida, visitamos mais uma ilha que pudemos presenciar o espetáculo de sombras e luz alaranjada do sol refletindo sobre as rochas vulcânicas multi-coloridas. Aprendemos que parte desse material é exportado para fazer berços de portos, pois, ele misturado a concreto torna-se “a prova d’agua”.

Em seguida o capitão nos levou para o espetáculo chave do passeio. O pôr-do-sol.

Para a nossa surpresa, o capitão desligou os motores e içou as velas para que a experiência fosse até mais marcante! Assim que a escuna ancorou e todos se posicionaram diante do rei sol, ao final de um suspiro de deslumbramento, iniciou-se, inesperadamente, uma apresentação solo de saxofone alto, fechando o clima mais perfeito de uma tarde maravilhosa. Nesse momento, envolto desse maravilhoso show de luz, som, aroma e calor, sentado com meus braços em torno da mulher que escolhi partilhar o resto da minha vida, e do reconhecimento de que são essas as memórias que devem ficar da vida, tive a minha chance de derramar lágrimas de felicidade!

Bom…nosso próximo post será sobre a Idéia-de-Jerico do Jerico da Léia, e o nosso casamento! Aguardem!

Lekadan.

A Nossa Odisseia (com fotos)

Estar na Grécia para mim é a concretização de um sonho que tenho desde a infância. Lembro-me dos livros de Monteiro Lobato que contavam as peripécias de Emília e sua trupe junto a ícones como Sócrates, Platão e Aristóteles. Lembro do encontro com o Minotauro, das histórias sobre Zeus, Apolo e Atena! E daí, muitos e muitos outros clássicos da mitologia grega.

A greve aqui mudou um pouco nossos planos. Vamos direto para Santorini, pois hoje em Atenas os meios de transporte público não estão funcionando. Até a próxima semana páram os serviços de ferryboat, aeroportos e, então, greve geral.

Policia e grevistas na Acrópole

Policia e grevistas na Acrópole

Chegamos na Grécia em um momento difícil. Muitos estão descontentes com a situação do país, então é muito compreensível encontrar por alguns cantos caras fechadas e até uma certa hostilidade em alguns momentos. Afinal, enquanto estamos a procura de diversão, eles estão preocupados em como colocar comida na mesa!

Também notamos a presença de muitos imigrantes (provavelmente ilegais), vivendo da economia informal (ambulantes) ou mesmo totalmente “desocupados” perambulando pelas ruas ou sentados em grupo pelos parques. Uma situação realmente triste.

Ontem pela manhã pegamos o metrô e fomos de encontro ao meu maior sonho, a Acrópole. Logo veio o primeiro susto ao encontrar o Teatro de Dionisio fechado pela greve.

Fomos subindo em direção a Acrópole e vimos muitos turistas descendo na direção contrária.

Como assim? Greve? O coração batendo disparado e garganta seca continuamos subindo na esperança de ser um engano. O tio Zé, já revoltado, ameaçou até pular as grades e entrar de penetra mesmo!

Enfim, a Acrópole estava em funcionamento, mas devido a um evento cívico houve certa demora para liberar a subida dos turistas. Uma multidão se formou ao caminho que levava a Acrópole, parecíamos até uma procissão a saudar os Deuses.

No caminho de subida, ver aquelas árvores, oliveiras, pinheiros, ver o Teatro de Dionisio do alto foi como acordar de um sonho, sonhado inúmeras vezes, e deparar-se com uma realidade fantástica: “Caramba, estamos na Grécia!!!!”

Até que chegamos no topo da Acrópole e fomos recepcionados pelo Pathernon e Erechiton. Poderia ter passado o dia inteiro ali, admirando cada monumento em detalhes, sentindo o mármore milenar entre os dedos e o odor daquele lugar, e foi tão bom… mas então vieram os funcionários do local e colocaram todo mundo para fora. Ëstamos em greve, eles diziam, estalando os dedos em um gesto de “cai fora”!!

Naquela hora, novamente bateu um sentimento de frustração sem tamanho. Mas, se for pensar pelo lado positivo, e realmente é esse que deve contar, certo?, conseguimos chegar até lá e ver tudo aquilo…

E o que fazer depois de saber que a greve se estendia a todos os monumentos históricos da cidade? Insistimos ainda e partimos para o Museu de Arqueologia, antes passamos pelo parque Pedion Areos um parque muito gostoso em meio a cidade. Um ponto que nos marcou bastante foi seu inexplicável aroma agradável.

No museu, óbvio, portas fechadas, mas sentamos em suas escadarias e contemplamos um pouco a paisagem.

No cair da noite, a caminho do hotel, a discussão era o jantar. Como já havia dito antes, precisava comer a famosa mousaka grega (um prato de berinjelas, batatas, molho e carne moída).

Então o Daniel e a Etsuyo descobriram um cantinho ótimo no meio da cidade, um bairro super charmoso e turístico chamado Plaka, que serve as melhores comidas típicas da região. Lá fomos nós fazendo as baldeações pelo metrô Sintagma.

Cardápio fantástico, a salada grega é uma delicia, tomate, pepino, folhas, queijo, regada a muito azeite. E minha mousaka com canela e noz moscada estava uma delícia, mas a da mamãe continua sendo melhor …hehe

O Tio Zé e a Etsuyo ainda viram a troca de guardas em frente ao Parlamento grego, onde hoje, provavelmente, devem estar acontecendo inúmeras manifestações.

Chegamos no hotel mais de 11 da noite e precisávamos acordar às 5 da manhã para pegar o ferryboat para Santorini. Pedimos que a recepção nos avisasse e também colocamos o relógio para despertar. E como era de se esperar…perdemos a hora. Acordamos 6h30 (tínhamos que estar no porto às 7h). E aí? Corre corre geral, um fecha mala daqui, põe a roupa dali, um desce na recepção para fazer o check out e manda chamar o táxi. Sem tomar banho, pentear o cabelo, lavar o rosto ou escovar os dentes, lá fomos nós para o porto.

Chegamos na hora! Mas confessamos que o otimismo do tio Zé contou muito, lesos pelo horário, quase entregamos os pontos, mas, em questão de segundos, ele nos lembrou de algo: “Gente, tudo atrasa nesse mundo, pode ser que dê tempo”. Então, eis que aqui estamos, navegando por mares que fizeram parte da história e construíram grandes mitos.

Estamos a caminho de Santorini, vivenciado a nossa própria Odisseia.

E, por mais obstáculos que existam no caminho, podemos afirmar, sem sombra de dúvida, que os Deuses estão do nosso lado!

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